Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

O BOM ANO SERIA



"There's no greater power then the power of goodbye."
[madonna me faz confessar coisas na pista de dança.]


.::. Pode até ser falta de maturidade minha pensar que as coisas seriam diferentes do que são agora, vinte anos depois de terem sido muito boas. Quando se é um bebê de colo a felicidade é incontestável pelo simples fato de que, com essa idade não se contesta nada. Na maioria das vezes os estímulos externos do mundo são gentis com a gente e a gente - óbvio - não reclama. É, saudade de ser estimulada positivamente.

O ano acabou, de novo. De novo foram embora de mim mil expectativas não cumpridas dando lugar às outras mil que eu vou criar bem naquele momento mágico e batido do pular ondinhas no mar sujo de resíduos fisiológicos graças à superlotação das praias nas festas de fim de ano e da ignorância múltipla de todas as pessoas. De novo todas as pessoas que eu pensei que ficariam foram embora; a que eu queria que chegasse, não vem mais. Adeus ano velho.

Tenho medo de começar uma retrospectiva mental porque todas as ânsias parecem menos próximas do vômito quando não damos muita importância à elas. Mas a minha cabeça é chegada num masoquismo mental e as pancadas de recordações vêm todas juntas como quando se enfia a cabeça pra fora da janela do carro em alta velocidade, e o vento é tão forte que você não tem como se defender: apanha e se afoga nele, sem reclamar. Masoquista, eu disse.

E me pergunto - no mantra típico das reavaliações de final de ano -: pra onde foram todas as certezas de doze meses atrás?

Me lembro do reveillon passado, as mãos passadas umas por dentre as outras, aquela mulher lindamente espirituosa discutindo comigo a cor do vestido dela no meu casamento. Só alguém muito espirituosa mesmo conseguiria pensar tão adiante enquanto o suposto noivo semi-babava no sofá ao lado, assistindo Rocky 4 na noite de ano novo. Sinto mais falta dela do que dele.

Passado o primeiro momento de tortura mental por lembranças sentimentais remotas, chega a hora de pensar na carreira, nos rumos que as coisas levaram. Era tanta euforia naquele começo que, quando me tiraram meu primeiro estágio, era como se junto com o meu emprego, tivessem picado a minha auto-estima em quatrocentos e treze pedacinhos minúsculos. Mas felizmente eu pratico mal de Alzheimer voluntário pra assuntos que me interessam e também, digamos, mal de Narciso quando sinto ser conveniente. Esquecimento e auto-estima elevados me fizeram passar essa pra trás fácil também. Sinto mais falta das pessoas do que do trabalho.

Alguns amigos, algumas escolhas, algumas horas felizes foram embora involuntariamente mas, se paro para analisar o que veio depois da dor, tenho uma vontade quase que incontrolável de ver cada uma dessas pessoas de novo só pra poder olhar pra elas e dizer: "Obrigada por ter ido embora.".

2006 não foi, nem de longe, um ano muito fácil pra mim. Perdi tanta coisa ao mesmo tempo - e em um espaço de tempo tão curto -, que a rainha das certezas acabou fazendo terapia, só pra ter mais uma certeza: eu posso até ser louca, mas só estando completamente fora da mim deixaria uma completa estranha dizer o que eu tenho que fazer da minha vida. Valeu pela tentativa, não valeu pelo dinheiro perdido. Teria sido mais feliz comprando coisas.

Mas o fato - e grande intuito de tudo isso - é que, apesar de não ter tido o brilho de 2002 - aos meus dezesseis, no meu segundo colegial cheio de baladas, sorrisos, amigos e sessões da tarde - , nem a euforia de 2005 - aos meus 19, primeiro ano de faculdade, milhões de coisas, pessoas, sensações, descobertas novas -, 2006 foi o ano que decidiu quem eu vou ser para o resto da minha vida.

Eu descobri que pouco importa com quem eu namore, ou onde eu trabalhe, ou ainda, em que eu acredite. A verdade é que babacas sempre existirão, sejam eles afetivos ou coorporativos.

As certezas eu descobri, neste ano, que não existem. Aliás, uma existe sim: eu não vou nunca, na vida, deixar minha leveza ser levada nas incertezas do caminho pelo simples fato de que, triste ou feliz, eu vou ter que continuar andando.

Meu voto de ano novo, então, é o da leveza. Ela vai me ajudar a carregar 2007 com menos esforço e vai, com certeza, me levar bem alto na hora que eu estiver pulando minhas sete ondinhas, acreditando em tudo de novo.
[Rani Ghazzaoui]


.::. Feliz ano novo, crianças queridas.


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Sábado, Dezembro 23, 2006

UM TRIBUTO AOS NÃO MEDÍOCRES



"Adoro as coisas simples. Elas são o último refúgio de um espírito complexo."
[Oscar Wilde]


.::. Me lembro de ficar imóvel, ouvindo cada uma das palavras que, por algum motivo não matemático, eu conseguia entender, suspirar. Entravam dentro de mim se misturando com meu sangue, meus pensamentos, com o que eu era. Todas as coisas que eu era, e que por alguma coisa que até hoje não consigo explicar, se fizeram em mim. Assim, exatamente como olho no espelho hoje.

Tanto da minha infância eu devo a um livro, um só. Eram muitos os outros, eram muitas de mim nos outros, mas o livro que me fez ser quem sou hoje - sentada em qualquer cadeira rotatória, escrevendo estórias, pensando demais em tudo, sentindo que muitas vezes o mundo não vale muito, que as pessoas não valem nada - eu devo àquele livro de capa azul, branca e amarela.

" - Como ele não é mais bonito, não tem mais utilidade. - disse o professor de Arte da Universidade."

E muitas vezes curvada na minha feiúra eu sabia que não era exatamente por ela que eu estava inútil. Eu talvez, e por tantas vezes, me fiz feia justamente por me sentir sem utilidade. Não fazia idéia - assim como ainda não faço -, que a beleza está tão além das utilidades forçadas. Está tão aquém dos outros.

"Nas palmas das mãos da criança estavam as marcas de dois pregos, como havia marcas de dois pregos em seus pezinhos.
- Quem ousou te ferir? - perguntou o Gigante. - Dize-me, para que eu possa tomar minha grande espada para matá-lo.
- Não - respondeu o menino -, pois essas são as feridas do Amor."


Desde os meus seis anos, então - quando o Gigante Egoísta, me contou do seu castelo, do seu jardim onde não chegava nunca a primavera, onde o inverno doía, e onde o amor trazia felicidade, mas matava - eu aprendi. E algumas vezes fui eu o menino, mas tantas outras, eu fui o gigante.

"Mas o amor não está mais em moda, os poetas o mataram. Escreveram tanto a respeito que ninguém acreditou mais neles, o que não surpreende. O verdadeiro amor sofre, e cala.(...)O romantismo pertence ao passado."

Eu era tão pequena e já tive que entender. O passado dele não fazia nem em sonho, parte do meu passado, nem do mais remoto. O meu presente era o sonho mais alvo de futuro que ele poderia ter, um dia. E mesmo assim ele acertou. O romantismo era antigo até mesmo pra ele, que em 1888 disse. Ele disse e, imperceptivelmente, eu entendi. Podem passar cem, duzentos, mil anos. As feridas de quem sente, não mudam e , às vezes, eu tenho inveja dos fúteis. Não deve ser tanto gozo profundo, mas tenho certeza que dói bem menos.

Eu poderia listar tantas outras passagens, de tantos outros contos incríveis, que eu não sei se tantas outras crianças leram. Talvez se tivessem, pra mim, viver não seria tão solitário, olhar pros outros não seria tão preconceituoso, me relacionar não seria tão difícil. Ter parâmetros de imperfeição humana desde cedo fez de mim alguém tão capaz de ver as coisas feias em mim e nos outros que a vida não ficou mais tão bonita.

Os anos passaram, os livros mudaram, o jeito de se contar um coração partido se simplificou. Aliás, falar "coração partido" ofende os moderninhos que acham tudo babaca e emo. Eu sou um desses moderninhos.

Mas hoje eu acordei e vi meu velho livro, em cima da minha estante. Sujo de poeira, a capa meio esgarniçada, as folhas bem amareladas. O de fora não me importou porque eu sabia que, dentro dele, todas as minhas lembranças permaneciam. Depois de tantos anos e de tantas outras palavras, era pra essas que eu voltava sempre.

Tantas coisas disseram dele. Falaram da homossexualidade, dos textos provocativos, de imoralidade. Trancaram o criador dos meus sonhos numa prisão. Meu cu que ele era gay. O que isso muda, afinal de contas?

E ainda cismam todos em contar para as crianças sobre as chapéuzinhos, as rapunzéis, as brancas chatas e as belas drominhocas. Preferem proliferar o de sempre porque ser mais do que medíocre assusta desde sempre. Mas pra mim, entre todos os contos de princesas, eu fico com as "Histórias de fadas", do Oscar Wilde. As fadas são imperfeitas porque a vida não é perfeita e, no final das contas, nem sempre o príncipe chega para o final feliz.

Imoral não é ser homossexual, ou ser provocativo, ou ser inexoravelmente triste - mesmo em histórias para crianças.

" - Receio que o tenha irritado - respondeu o Pintarroxo. - O fato é que contei a ele uma história com moral.
- Ah! Isso é sempre uma coisa muito perigosa de se fazer - disse a Pata.
E eu concordo inteiramente com ela."


Imoral é a ignorância. Eu também concordo inteiramente com a Pata, e com Wilde.
[Rani Ghazzaoui]


.::. Uma análise saudosista para uma época não menos nostálgica: o Natal.
Aproveitem o de vocês, crianças. Papai Noel não existe, mas ainda existem as noites felizes.


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Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

ELE VEIO POR ACASO



"Cause maybe, you're gonna be the one that saves me."
[se os gallagher não fossem tão chatos, eu até gostaria mais de oasis.]


.::. Era uma noite sem muitas pretensões, como todas as outras, enfim. É, felizmente eu já tinha aprendido que sair de casa com algum tipo de pretensão não ajudava. Era uma noite como outra qualquer, então. As minhas amigas sorriam aqueles sorrisos largos pros caras fortinhos das mesas do lado. Eu olhava em volta e não tinha um ser sequer naquele recinto que me fizesse abrir mais de meio centímetro da largura dos meus dentes. Não, não mereciam.

Olhava em volta e via tanta gente bonita e super mega blaster blasé conversando. E a impressão que eu tinha é que eles falavam todos um dialeto diferente do meu. A sorte é que eu consigo como ninguém manter o meu carão bem estampadinho na minha cara, e aí ninguém percebe o quanto eu acho todo mundo babaca e o quanto ter que fingir estar me interessando pelos assuntos sem graça da menininha sentada na minha frente me deixa puta.

A volta pra casa, já que a noite foi só mais uma perdida entre todas as outras, não poderia de jeito nenhum ser mais pretensiosa do que a ida. Nem tinha o que pretender, na verdade.

Aí estávamos lá, dentro do carro da minha amiga, exaustas de tanto sorrir pras paredes, loucas pra chegar em casa, arrancar aquele salto alto, tirar aquela maquiagem escura, deitar na cama fofinha e dormir 13h seguidas porque era final de semana e a gente merecia. Estávamos lá e o farol fechou. Três meninas sozinhas num carro, em plena Avenida Brasil, e o farol me fecha às três da manhã. Apa merda aquele farol também viu.

Começo a ouvir, meio longe e abafado ainda, a voz daqueles locutores de rádio de notícias - que me lembram o carro do meu avô nos dias que ele me levava ao colégio e ficava ouvindo aquelas malditas notícias enquanto eu queria ouvir música, que me lembra que, até mesmo hoje que eu gosto de ouvir notícias, eu não ouço a essa rádio, porque a voz do locutor ainda me dá dor de cabeça profunda. E daí se aproxima outro carro, com outra pessoa com cara de cansada. Era uma cara linda, por sinal, mas estava cansada, não posso negar. Ouvindo CBN em plena madrugada de sábado pra domingo. É, ele devia estar mais desesperado do que eu, minha amiga, minha outra amiga e, se bobear, do que as três juntas em dia de TPM.

O carro pára e minha amiga solta alguma coisa engraçada sobre a depressão do coitado e ele, é tão coitado, que ouve, e abaixa o rádio melancólico pra falar com as três tchutchuquinhas que mexeram com ele no trânsito - não que eu tenha extremo orgulho em dizer isso, mas só tchutchuquinhas mexem com caras desesperados ouvindo CBN às três da manhã num semáforo da Avenida Brasil.

Pergunta pra onde a gente vai, eu digo que pra casa, ele sorri, diz ser a melhor pedida. Mas ele sorri duro, ele não quer sorrir coisa nenhuma, ele ta triste pra caralho. Aí abaixa no carro, some por uns 2 segundos e ficam as três patetas mudas dentro do carro, esperando o que vem depois. E aí ele levanta, com cara de dó e com um lindo buquê de flores na mão:

- Tó, pra vocês.

E acelerou, foi embora. Como assim Joaquim, "Tó, pra vocês." ???. Como encanta três mulheres desesperadas num pós-balada e vai embora? Como vai embora sem dizer o nome? O telefone? O endereço? O msn? O orkut? Qualquer coisa! Ficamos pasmas e mudas, depois demos risada, depois rimos muito e ainda rimos mais um pouco. Tiramos foto com as flores, inventamos histórias com o bonitinho-melancólico-nerd do buquê de rosas e fomos pra casa dormir felizes, encantadas e com aquela vontade de saber quem era o cara.

Depois daquele dia, as coisas começaram a dar certo pra mim. Tudo que estava errado, começou a entrar num lugar simetricamente perfeito. O cara das rosas pode nem sonhar com o desfeixo, mas ele salvou minha semana. E, foi justamente, numa noite dessa semana - depois de chegar do meu novo emprego fantástico - que eu fiquei pensando que a ridícula da menina que teve coragem de largar um cara daqueles, em plena madrugada de sábado, com buquê de flores e tudo na mão, só podia ser assim bem looser.

Ela perdeu um cara incrível, e ele ganhou - como o esperado num final de namoro - um mundo de possibilidades. E sem querer, imediatamente, ele usou o mistério do seu cavalheirismo para encantar, no ato, três mulheres que não vão esquecer dele nunca mais. As flores estão todas lindas na água, vivinhas até hoje.
[Rani Ghazzaoui]


.::. Bom final de semana, crianças queridas.


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Sábado, Dezembro 09, 2006

O MEDO É DEFINITIVO



"You were here, you were here, and you were here/ Don't look back"
[não há voz como de chan marshall, do cat power.]

"O segundo que antecede o beijo/ A palavra que destrói o amor/ Quando tudo ainda estava inteiro/ No instante em que desmoronou"
[e não há explicação mais precisa do que essa, dos paralamas.]


.::. A partir do momento que ela ultrapassou aquela porta, ela sabia.

Quando o ventinho molhado de brisa de inverno furou suas bochechas cheias de blush como se fossem pequenas agulhas em movimentos frenéticos, ela sabia. Entrou no carro, entreolhou as coisas que estava deixando ali, para trás, para nunca mais voltar a ver. Ela sabia que estava indo embora, e sabia que dessa vez não tinha volta.

Lembrou das manhãs preguiçosas, deitada de um jeito qualquer. Lembrou do jeito que ela acordava aflita, com os raios do sol perfurando sua retina, a convidando pra ir viver lá fora. Lembrou que se vestia com pressa, para depois ele despir com uma rapidez maior ainda. Lembrou ter sido uma eterna lua-de-mel.

E aí fechou os olhos.

Não queria marejar as coisas que estava deixando ali, bonitas. Tantas figuras, tantos gostos, tantas lembranças - agora seriam.

Ele entrou no carro junto a ela e apertou forte sua mão. Olhou balançado para ela, mas não fitou os olhos. Não conseguiria lutar contra o castanho profundo dela agora. Olhou sua boca, sua pinta no ombro esquerdo, seu cabelo que caía escondendo uma das sobrancelhas compridas. E deu partida.

A estrada parecia sem fim, parecia não acabar nunca. O eco de tudo o que cada um deles pretendia dizer, mas não diria gritava abafado como se não houvesse nada além de vácuo naquele carro, entre eles. E então ela pensou baixinho que talvez não chegasse ao final rápido justamente por se tratar de uma partida. As coisas definitivas eram sérias demais para passarem macias como uma viagem de verão. Era inverno.

Olhou discretamente para ele, mas não conseguiu decifrar qualquer outra coisa que não concentração na estrada. Ele queria chegar ao fim da linha e acabar logo com tudo aquilo que o prendia a ela. E foi na exata hora que, também ele, saiu por aquela porta de madeira, que ele acabou com ela.

O carro parou. E por um minuto ela sentiu como se também tivesse parado seu coração. Ficou sem fôlego, os olhos marejaram com um aperto na garganta que denunciava a conclusão da história. Tanta coisa resumida em um breve momento de despedida.

Pensou em aproveitar a última vez, em passar as mãos trêmulas por cada um dos pedacinhos do corpo dele, pensou em sugar todas as possibilidades de lembrança que aquele dia ia virar para ela. Mas não conseguiu. Simplesmente não conseguiu.

Nenhum dos dois podia dizer nada. E mesmo que dissessem, nenhuma palavra conseguiria quebrar o silêncio que havia entre eles, agora. Se olharam rápido porque os olhos entregam todas as coisas quando estão afogados nas lembranças. Nenhuma lágrima podia cair e mesmo que caísse, nenhum deles ia notar porque o ar estava quente, as mãos geladas e os olhos baixos, de novo.

Ela passou a mão pela nuca dele, agarrou o maxilar e levantou sua cabeça para a altura da dela. Sentiu que alguém tinha que ter coragem de terminar as coisas dignamente. Decidiu, então, que não há nada mais digno, nessa vida, do que um beijo. E foi isso que ela fez. Um beijo.

Desceu do carro e não olhou para trás. Ela nunca mais olhou para trás.

Tantas coisas ficaram perdidas lá, naquele dia, junto com a casa, a estrada, o carro, as lembranças e ele. Tantas vezes iria ainda pensar, ela, em como teria sido se ao invés da mudez, tivessem havido palavras e se os olhos não tivessem gritado o desespero, e as coisas pudessem ter sido resolvidas na franqueza de um simples diálogo que foi devorado por sua incapacidade de olhar pra trás.

O medo de uma solução paralisou a vontade dele, a dela. A vontade que tinham - os dois - dos dois. O medo de uma solução preencheu o vazio e eles assistiram calados o romper de tudo, num segundo. O medo deles foi definitivo.

E não tinha volta daquela vez. A partir do momento que ela ultrapassou aquela porta, ela sabia.
[Rani Ghazzaoui]


.::. Layout novo que me deixou feliz demais. Uma beija pra você, dona Line Tiwinha gatérrima.
Obrigada.


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