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O FIM DAS COISAS
"Sadness is beautifull. Loneliness is tragical."
[Backstreet Boys. É, Backstreet Boys mesmo, oras bolas.]
.::.Mais uma vez eu olho pro lado e tenho a certeza de que aquela situação não deveria estar acontecendo; mais uma vez olho pra mim e tenho a certeza que me pus na droga do momento em que estou porque sou uma completa idiota que tem vocação pra sofregdão em doses cavalares; aí eu me olho só mais uma vez, tímida, e vejo que as minhas esperanças não morrem nunca, apesar de as minhas burradas me matarem cada vez mais, em pequenas porções, aos poucos.
Eu tenho vergonha de tudo que eu faço porque eu não acho que ser feliz momentaneamente valha um sorriso sincero. Eu tenho medo de cair, de novo, na mesma burrada e acabar chorosa, numa quina de cama me sentindo o rato mais sujo do esgoto; olhando pra mim e confirmando o meu achismo. Eu tenho pavor das pessoas em volta que olham tudo por cima da sua capacidade surreal de tornar tudo em futilidades, futilizando ainda mais a minha espera pelo meu momento de leveza, de pulmões cheios de ar.
Aí as coisas acontecem e as esperanças crescem, só que as esperas nunca chegam. As semanas passam, a leveza vai indo embora, as pessoas vêm, as pessoas vão, a vida passa, a vida volta... e nada é nunca como era no começo, mas a vida volta em reprises e é cada vez mais difícil lidar com a exaustão do fim das coisas.
Só que aí eu olho pro lado e tem você. Eu faço minhas burradas, eu dou minhas cabeçadas, eu persisto nos mesmos erros, mas tem você. Eu xingo todos os sexos opostos, e vulgarizo todas as conquistas, eu continuo, sempre, dando murros em pontas de facas, mas tem você. Eu choro que nem criança, eu fujo que nem adulta, eu mudo a minha vida toda e depois desespero por ver que o final a vida nunca vem tão diferente assim, mas tem você.
E há dias em que eu estou insuportavelmente eufórica com minha tristeza premeditada, mas você ouve cada um dos meus sussuros como quem presta atenção numa das coisas mais importantes da vida. Eu olho você e tenho orgulho de pensar que você existe pra mim, que eu existo pra você, e que nada pode mudar as nossas discussões existencialistas, que acabam, sempre em um abraço apertado e em risadas, muitas risadas engraçadas.
Porque você me olha de um jeito que não adianta explicar pra que os outros entendam -- eu acho, até, que nem desenhando eles entenderiam -- , você me faz acreditar que, por mais erros que eu cometa, a vida está aí pra que as bostas sejam feitas, e não há nada como um dia após o outro. Você não quer saber de nenhuma das minhas felicidades forçadas, e você enxerga em mim o que eu tanto maquio pra esconder dos outros.
As pessoas dizem por aí que os amigos são as únicas coisas duráveis do mundo; que são a família que a gente escolhe; que não vão embora como vão namorados e que não padecem com o tempo. Mas sabe uma coisa que me ocorreu bem agora?
Ser amigo é fácil, o difícil mesmo é conseguir, com uma simples presença de espírito, fazer uma vida continuar valendo à pena.
E, no final das coisas, é só isso que importa.
.::. Gabriel Risso Bianchinni, se o senhor sair da minha vida, vai ter! Te amo!
Fique bem meu amigo, estamos aqui pra qualquer parada! - até parada gay! hua-hua
[Texto direcionado, e muito, mas muito bem intencionado. Não há nada como pessoas que a gente goste só pelo fato de existirem, né?]
E ah! Ganhamos uma comunidade no orkut gente! Ó que chique?!
[brigada Bel, querida!]
Vão entrando aí!
Beijos!
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